USP transforma o CEPID Redoxoma em um Centro de Pesquisa e Inovação Especial (CEPix), abrindo portas para ainda mais descobertas!
O CEPID Redoxoma, um dos centros de excelência financiados pela FAPESP, acaba de dar um importante passo em sua trajetória ao ser transformado em um Centro de Pesquisa e Inovação Especial (CEPix) pela USP. Essa mudança visa garantir a continuidade das atividades de pesquisa mesmo com o fim iminente do financiamento pela FAPESP, previsto para 2025.
Segundo o professor Maurício Baptista, diretor do CEPIx Redoxoma, essa transição representa uma oportunidade crucial para manter a rede de pesquisa ativa, apesar dos desafios que virão com a falta de financiamento direto. “Agora, teremos que nos unir ainda mais, buscar novas fontes de financiamento e adotar uma nova cultura onde todos os pesquisadores contribuam para sustentar o CEPIx”, comenta Baptista. Ele também destacou que, embora o CEPID Redoxoma ainda tenha 14 meses de duração, a implementação do CEPIx requer a superação de algumas etapas burocráticas iniciais.
A professora Ohara Augusto, diretora do CEPID Redoxoma, expressou seu alívio ao ver a Reitoria da USP reconhecer a importância dos avanços alcançados pelo projeto, especialmente no que diz respeito à pesquisa fundamental, inovação e difusão de conhecimento. Ela espera que o apoio ao CEPIx continue, inclusive financeiramente, e que a experiência do CEPID inspire novas iniciativas de longo prazo, como o fortalecimento dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) no Brasil.
O Redoxoma, sob a liderança de Baptista, tem o potencial de continuar como um centro de referência internacional em pesquisa redox. Ele enfatiza a importância dos processos redox em áreas tão diversas como dermocosmética, doenças neurodegenerativas e câncer de fígado, e vislumbra um futuro onde o CEPIx possa se tornar um instituto internacional de prestígio, comparável ao Max Planck na Alemanha ou ao CNRS na França.
Os CEPIx serão integrados à estrutura acadêmica das unidades da USP, com a vantagem adicional de poderem assinar contratos com entidades públicas e privadas, além de gerirem seus próprios recursos financeiros. Essa estrutura visa facilitar a continuidade das pesquisas de excelência, mantendo a ligação vital entre os centros e as unidades de ensino e pesquisa da universidade.
Para o Professor Maurício Baptista, diretor do CEPix Redoxoma, essa mudança é crucial para o futuro do centro:
"Agora vamos ter que lutar para permanecer unidos, sem o financiamento da FAPESP. Isso implica negociar e encontrar outras formas de financiamento. A mudança de cultura que vai ter que ocorrer agora é pensar que não é o CEPID que vai manter todos os pesquisadores, mas todos os pesquisadores têm que manter o CEPix."
Durante o Encontro Acadêmico “CEPIx: novas fronteiras de pesquisa”, que contou com a participação do reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, e do presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, os diretores dos CEPIDs discutiram os principais avanços e desafios de seus respectivos centros. Carlotti destacou a importância de manter os centros de pesquisa estimulados a continuar trabalhando em conjunto, dado os excelentes resultados alcançados.
O presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, reforçou a importância de garantir a continuidade das pesquisas, mesmo após o término do financiamento inicial, e destacou o compromisso da fundação em apoiar a ciência interdisciplinar no Brasil. Com a transformação do CEPID Redoxoma em CEPIx, a USP e seus pesquisadores estão preparados para enfrentar novos desafios e continuar avançando na fronteira do conhecimento científico.
Assista na integra toda apresentação do CEPix pelo link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=wPUz_BoUKN8
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